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Hospitalhaços renova equipe de Treinamento

O primeiro passo para a evolução é a mudança. Um ajuste aqui, outro ali, tem o poder de aprimorar aquilo que já funcionava bem. Para mudar é preciso coragem, planejamento e capacitação. E é por isso que a ONG Hospitalhaços resolveu investir em sua equipe de Treinamento e trouxe renomados profissionais para coordenar os módulos de formação dos Palhaços Humanitários.

A nova filosofia deixa de lado a ideia de representar. É tempo de SER palhaço. É hora de preparar nossos voluntários para tocar o outro e também para lidar com a rejeição e as dificuldades de um ambiente hospitalar.

Com passagens pelo cinema e carreira consolidada como palhaço humanitário, Néio Lúcio Pena assume a liderança da equipe de treinamento da ONG e fala sobre os rumos deste novo trabalho. “Nosso diferencial é a humanização em si. É ser um palhaço e não representar. É descobrir o que você é, o seu ridículo, no sentido do que é risível, e dar voz ao palhaço. Para ser humanizador não basta ter o nariz vermelho. Você precisa ter uma bagagem humanizadora. Você precisa praticar isso no seu lar, no seu trabalho, no convívio diário. É a forma como você vive”.

Referência na arte do clown, Luis Godoy afirma que tudo o que foi feito não será anulado, mas novos conceitos serão implementados nos treinamentos. “Tudo o que foi feito é bagagem. O que não podemos é nos prender e não nos abrir para o que vai ser feito a partir de agora. São novas folhas em branco. Meu olhar enquanto artista é entender aquilo que eu sou e é isso que eu quero transmitir. Palhaços também são vulneráveis, mas é preciso estar preparado para lidar com as situações de vulnerabilidade sem comprometer o trabalho”.

 

Além dos módulos de treinamento, as oficinas também terão uma atenção especial. “Estamos buscando melhorar os processos e por isso estamos investindo em profissionais experientes. Ainda vamos trazer outros nomes importantes como Olivier Hugues Terreault e Ana Elvira Wuo para as oficinas. Tudo para reforçar esta proposta focada mais na humanização”, explicou o coordenador geral da Hospitalhaços, Mario Eduardo Paes.

 

Perfil: Néio Lúcio Pena 

Essência humanizadora: Há quase três décadas atuando como palhaço humanitário, Néio Lucio Pena tem mais do que histórias para contar. São experiências, olhares, sorrisos e muita doação na bagagem deste artista.  O ator e diretor de cinema e teatro descobriu sua paixão pelos palhaços quando se encantou com a peça “O Planeta dos Palhaços”. O encontro entre sua essência e a figura cativante de nariz vermelho deu origem ao Palhaço Pipoca. Foram dois anos até que Pipoca deu lugar ao Clap Clown. Até 2001, muitas crianças em situações de risco foram curadas pela alegria. Em 2009, entrou para a Hospitalhaços como conselheiro fiscal. Logo se tornou responsável pelo departamento cultural da ONG e fundou o grupo Palhacinfônicos. Agora, com toda sua experiência, sua missão é formar palhaços para que novas vidas sejam transformadas.

 

Perfil: Luis Godoy 

Da academia às ruas: Ele estudou em Madrid e no Chile, e teve sua pesquisa “O clown como ser do jogo: estímulo provocador para a cultura lúdica” premiada pela Unicamp e Unesp. É mestrando pelo programa interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, aluno coordenador do curso de extensão em arte circense e responsável pelo Grupo de Estudo e Pesquisa na Arte do Clown. Ele ainda é o idealizador do Grupo Interdisciplinar em Estudos e Pesquisas Aplicadas ao Jogo da Unicamp. Mas, foi nas ruas que Luis Godoy pode olhar para si e descobrir o que, de fato, é ser um palhaço e entender sua condição de identificar-se no outro. Trabalhou com moradores de rua junto com um grupo de uma organização religiosa. E apesar de levar alimento às pessoas marginalizadas, sentiu a necessidade de algo mais: fazer a integração destas pessoas à sociedade através da figura do palhaço. Desta experiência, em 2006, fundou o grupo Medicina do Riso com o objetivo de ampliar sua atuação para outras regiões do país e do mundo. Nesta trajetória, um dos momentos mais marcantes foi sua passagem por um campo de refugiados na Bósnia. Hoje é referência na arte do clown e integra a equipe responsável pelo treinamento da Hospitalhaços, que tem a missão de provocar nos voluntários o desejo de tocar o outro e de se relacionar diretamente com as pessoas.

2 Respostas

  1. Luciano Smith

    Participei do módulo 3 no último domingo dia 19/03, achei excelente, como ele (Luis Godoy) colocou no final, algumas das atividades terão sentido lá na frente. Pra quem não tem muita experiência, como é o meu caso, deu uma boa bagagem para atuar nos hospitais, trabalhou muito bem o lado do improviso, a questão da rejeição, trabalhar sob pressão (faz me rir), pra mim foi sensacional, o lado ruim foi o tempo que passou muito rápido. Achei ele uma pessoa bem qualificada e preparada para dar mais aos voluntários. Ao colocar o nariz em mim ele disse ” VOCÊ TEM A CAPACIDADE DE MUDAR O MUNDO”, uma frase muito forte e impactante, que te faz ter mais motivação para fazer a humanização com qualidade…
    Parabéns a equipe de treinamentos pela escolha do Godoy!!!

  2. Camila Evaristo

    A sensação do novo me atrai! Um treinamento é sempre diferente do outro e isso ajuda na minha construção pessoal, fazendo com que a “Serena” seja presenteada com novas possibilidades ao estar de frente com o paciente. As práticas propostas pelo Godoy mexerem em algumas partes de mim que estavam adormecidas e meio bagunçadas, nos fez entender que temos que colocar para fora o melhor de nós e não montar algo que não exista. Não sou um personagem, sou ser humano!!!! Emocionei-me algumas vezes, me diverti em várias e fui desafiada em tantas outras, mas sempre com a instrução de que sou capaz e não devo desistir! Em resumo, amei fazer o módulo lll e estou amando a nova fase da nossa Ong Hospitalhaços. Parabéns a toda equipe de treinamento !

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