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Hospitalhaços ministra oficina com Família Burg

Por: Larissa Pan

Matéria atualizada em 16 de abril de 2018

Nesse sábado, dia 14 de abril, em Mogi Guaçu, uma família diferente vai realizar uma oficina de repertório somente para os voluntários da Hospitalhaços. Artistas independentes, acrobáticos e palhaços, a Família Burg traz toda sua experiência na palhaçaria oferecendo novos recursos para os voluntários usarem em suas ações no ambiente hospitalar.

As oficinas são de uma grande ajuda na hora da construção de repertório dos palhaços. “Essas oficinas, especificamente essa de repertório que estamos fazendo, ensinam pequenas coisinhas para que os palhaços humanitários, sabiamente ou criativamente utilizem no momento adequado e se necessário. As dicas passam a fazer parte das brincadeiras, mas como algo normal e não forçada, treinada ou ensaiada. É para isso que as oficinas servem, é para dar mais condições e flexibilidade, para o palhaço ter sempre uma carta dentro da manga, alguma brincadeira gostosa de fazer e isso tudo é muito bem pensado”, explica Néio Lúcio Pena, coordenador de Treinamentos da ONG.

A dupla de palhaços Ivens Burg e Joana Piza são artistas e fundadores da Família Burg e pesquisam a arte da palhaçaria desde 2000. Reúnem no repertório da companhia espetáculos autorais e espetáculos de circo-teatro orientados e dirigidos por artistas brasileiros e internacionais. Desde 2002 realizam a gestão colaborativa de espaços de pesquisa e criação em circo, e nesta jornada fundaram, com grupos parceiros, o Espaço Cultural Semente e, atualmente, participam da gestão do Centro Cultural Casarão, em Barão Geraldo, Campinas, onde realizam espetáculos, pesquisa orientada, mostras, festivais e encontros de diversidade e circo. “Essa dupla que nós trouxemos para as oficinas são acrobatas e possuí muitos talentos na área e, junto a eles, fizemos gags que podem ser feito no ambiente hospitalar, então fizemos um estudo no sentido de resgatar essa arte circense, que seja possível usar em hospitais. São coisas selecionadas, possíveis de se usar principalmente na porta, na entrada do quarto, onde se tem o primeiro contato visual com o paciente”, situa Néio Lúcio Pena.

Vale a pena lembrar que a ONG está trilhando um caminho mais técnico do palhaço humanitário, refinando os conceitos do clown em ambiente hospitalar, e repassando para os voluntários por meio dos módulos e oficinas. “A questão é o amadurecimento da ONG, compreendendo melhor o que é um palhaço humanitário de hospital. O simples fato do palhaço fazer sorrir, já é uma atitude humanitária. Estamos buscando a diferença, qualificando o palhaço humanitário. Ele não busca o aplauso, ele busca o alívio da dor, pois sabe que pode modificar, mesmo que seja por um segundo, a realidade do ambiente hospitalar, promovendo um sorriso em vez de uma lágrima, melhorando em todos os aspectos, aquele ambiente adverso e assustador muitas vezes para uma criança ou um adulto. E para isso ele precisa se preparar melhor, ele não vai entrar num quarto onde exista dor e tensão da mesma forma que um palhaço de circo entra em um picadeiro, então existe uma série de regras, e tem que ser observadas”, declara o coordenador de treinamentos, e ainda revela sua expectativa quanto a oficina que será realizada para 25 voluntários. “A minha expectativa com essa oficina é que os voluntários utilizem esses recursos que estamos oferecendo, para melhorar cada vez mais. Estamos apostando bastante na Família Burg, e acredito que são pessoas assim que vão acrescentar bastante no treinamento”, revela Néio.

O que será ministrado

Nas oficinas ministradas para a ONG Hospitalhaços, a Família Burg irá ensinar:

– Preparação e aquecimentos de grupo

– Instrumentalização corporal, identificação de particularidades e traços cômicos individuais

– Exploração de esquetes clássicas

– Levantamento de pequenas gags que podem ser úteis nos quartos e corredores do ambiente hospitalar.

O treinamento é um processo de aquisição de conhecimento, habilidade e competência, e quando trazido para a Hospitalhaços com um olhar diferente, esses fatores podem transformar a vida de pacientes no ambiente hospitalar.

Foto da oficina realizada no dia 14 de abril

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