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 Hospitalhaços e Outubro Rosa juntas pelo diagnóstico precoce

A campanha de conscientização Outubro Rosa tem como finalidade alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e, mais recentemente, sobre o câncer de colo do útero. Na ONG Hospitalhaços, o movimento é muito bem-vindo. Durante este período, os voluntários utilizam acessórios na cor rosa em suas atuações apoiando a causa e ainda aproveitamos para trazer histórias de voluntárias que de alguma forma enfrentaram essa luta.

 

Eu venci – O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres do Brasil e do mundo, sobretudo acima de 50 anos. São vários fatores que podem aumentar o risco de desenvolver a doença, como endócrinos, comportamentais, ambientais e até genéticos hereditários. “Descobri que havia algo errado quando bati na porta de incêndio do meu prédio e ficou bem roxo e dolorido e assim que coloquei a mão, senti que estava muito duro”, comenta Elizabeth Melo, mãe da voluntária Gláucia Melo. “O médico deu a notícia primeiro para mim, porque tem um contato mais direto e depois chamou a minha mãe. Em menos de um mês ela estava fazendo a mastectomia total, retirando toda a mama direita, pois já estava com 29 tumores e a biopsia apresentou 8 metástases”, revela Glaucia Melo voluntária da Hospitalhaços. Ela conta que o corte da cirurgia vai do meio do peitoral até a linha da dobra do cotovelo, de tão profundo e enraizado que estava o câncer. “Ela ficou a base de muita medicação pra dor, foi quando começou o processo de quimioterapia a parte que do contexto geral, foi bem pesado”, conta ela. Glaucia explica que sua mãe fazia quimioterapia a cada 15 dias e recebia a série vermelha e branca para combater com rapidez as metástases. “As veias ficam muito fininhas quase imperceptíveis, então teve algumas sessões que eu queria dar meu próprio braço para eles colocarem o cateter”, relembra e ainda menciona sobre a ligeira queda de cabelo que Elizabeth teve. “Como a quimioterapia dela era muito intensa, no terceiro dia começou a cair cabelo. Na época, ela tinha um cabelo chanel e a levei para cortar bem curtinho, pra ela não sentir demais essa perda, e ela acabou aderindo ao lenço”, diz Gláucia.

Quando o processo da quimioterapia acabou, Elizabeth voltou para a casa, ficando de resguardo até que foi liberada para fazer a radioterapia, a qual de 60 sessões, bastou apenas 30. “Foi uma comemoração muito grande, foi uma vitória. Por isso que eu falo que o amor cura”, se emociona a voluntária da ONG. “Eu tive e tenho até hoje o apoio de todos. O peito já perdi, mas com certeza ganhei algo que jamais havia, fazer ideia do quanto sou amada. Eu fui ignorante e não fazia os exames por vergonha e eu vi o que me custou. O melhor caminho é o amor e cuidado e não a dor e sofrimento”, esclarece Elizabeth Silva.

A voluntária Bernadete de Lourdes, também tomou um susto ao se auto examinar e sentir um caroço na mama. “Minha filha era criança na época, pulou em mim, e eu senti dor. Através do exame de toque embaixo do chuveiro, como o médico tinha ensinado, senti um nódulo. Foi muito preocupante, mas ele foi tirado e não era maligno”, conta Bernadete que ressaltou a importância da mamografia. “Faço regularmente. Primeiro fazia de seis em seis meses, porque eu era do grupo de risco por causa do nódulo, agora pela idade faço anualmente”.

 

Palavra do médico – Os exames de toque e mamografia são responsáveis pelo diagnóstico precoce do câncer de mama, evitando uma alta taxa de mortalidade entre as mulheres. “A melhor situação para realizar o autoexame é no chuveiro com a mama ensaboada, pois aumenta a sensibilidade. Quando for fazer na mama direita, a mão direita deve ir atrás da cabeça, assim apalpando com a mão esquerda em movimentos circulares toda a mama. O mesmo serve para o lado esquerdo”, exprime Julio Narciso Gomes, médico e coordenador do setor de mastologia do hospital da PUC em Campinas.

Ele explica que o câncer não tem sintomas, mas ao fazer o exame de toque, aparece o nódulo que geralmente é indolor. “A principal manifestação do câncer é a presença do caroço sem dor localizado na mama. Eventualmente você pode ter alterações na auréola e no mamilo, principalmente a retração do mamilo ou a saída de algum tipo de secreção espontaneamente, não quando apertado”. O especialista reforçou ainda a importância da mamografia para o diagnóstico precoce e o acompanhamento de um profissional especializado. “A mamografia deve ser feita a partir de quarenta anos anualmente. Se a mulher achar qualquer alteração o melhor é procurar um profissional capacitado para fazer os exames. Se possuir parentes próximos que já tiveram ou têm câncer de mama, deve fazer uma consulta com um especialista para ver se está no grupo de alto risco”, finalizou Julio.

 

A data – O movimento nasceu na década de 1990 nos Estados Unidos na primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, e desde então promovida anualmente na cidade. Entretanto, apenas em 1997 é que entidades das cidades de Yuba e Lodi também nos Estados Unidos, começaram a promover atividades voltadas ao diagnóstico precoce da doença, escolhendo o mês de Outubro para as ações. Hoje, o Outubro Rosa é realizado em vários lugares do mundo e por meio de palestras e eventos, compartilham e promovem informações sobre a doença, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento, contribuindo para a redução de mortalidade das mulheres.

No Brasil, as campanhas de conscientização acontecem desde 2002 quando o monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista situado em São Paulo foi iluminado por luzes na cor rosa. A partir daí várias cidades e estados do país começaram a iluminar seus monumentos históricos na cor da campanha.

 

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