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Hospitalhaços arrecada brinquedos para presentear crianças hospitalizadas

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Ação também ajuda a abastecer seis brinquedotecas administradas pela associação

A campanha de arrecadação de brinquedos, que acontece na ONG Hospitalhaços de agosto a dezembro, e que é realizada desde 2006, leva alegria para as crianças internadas nos hospitais onde a associação atua. “A entrega de brinquedos é um momento diferente que tira os voluntários da rotina de fazer sempre a mesma atuação. Algumas das famílias que estão nos hospitais em que atuamos não têm recursos financeiros para comprar um presente para os pequenos, e os brinquedos que entregamos acabam sendo os únicos que eles vão ganhar no Natal ou no Dia das Crianças. É muito gratificante para os voluntários e mais ainda para as crianças que ficam fascinadas com os presentes”, descreve o coordenador de equipe de Palhaços e de Treinamento, Paulo Henrique Jabu.

Durante o período de arrecadação podem ser doados brinquedos e jogos novos e usados para serem entregues às crianças hospitalizadas e abastecimento das brinquedotecas. “A campanha só acontece devido a parceria com escolas particulares da região de Campinas, condomínios, comércios e empresas. Ela é extremamente importante uma vez que conseguimos, por meio dela, presentear crianças internadas no Natal e no Dia das Crianças, e também abastecer nossas brinquedotecas e o bazar”, explica Marlene Nascimento, coordenadora do Bazar da ONG.

Assim que chegam no bazar, os brinquedos e jogos passam por uma rigorosa triagem onde são separados para cada ação, tornando este momento repleto de atenção, carinho e cuidado. “Tudo é triado com muito amor, pois sabemos que o resultado será de muita alegria. Quando o brinquedos chegam, nós avaliamos as condições, ou seja, se estão sujos, nós higienizamos, se estão quebrados, concertamos, se estão rasgados, costuramos e também verificamos se dão para serem usados nos hospitais. As bonecas eu levo para minha casa para lavar, também lavo as roupinhas e arrumo os cabelos, elas ficam lindas! Já os jogos, nós temos várias peças de reposição, então quando chega faltando alguma, nós recolocamos. Se ainda assim estiver faltando algo, guardamos até que chegue um jogo igual ou colocamos para vender mais barato no bazar”, comenta Rosa de Jesus, voluntária de triagem e vendedora do bazar.

“Nós fazemos as retiradas dos brinquedos nas escolas, empresas e comércios e todos vem para o bazar. Nas escolas, as crianças ficam encantadas em doar e escrevem até cartinhas para os pequenos que estão internados. Elas sentem a importância dessa doação”, reflete Marlene que ainda esclarece as diferenças dos brinquedos que vão aos hospitais e os que ficam para serem vendidos no bazar. “Os brinquedos que vão para nossas brinquedotecas são aqueles que podem ser higienizados e estão em perfeito estado, assim como os que presenteamos as crianças internadas. Já pelúcias e brinquedos de madeira não podem ir para os hospitais porque não dá para limpar, e também aqueles que oferecem algum tipo de risco às crianças com peças soltas ou pontas pontiagudas, por exemplo”, declara Marlene. De acordo com ela, os brinquedos que ficam a venda no bazar durante o período da arrecadação são revertidos para compra de brinquedos que faltam, principalmente os de bebês, como mordedores e chocalhos. “Esses tipos nós não recebemos doação, então a ONG faz a compra para presentear as mães que necessitam”, reforça.

Para a gestora das brinquedotecas, Walkiria Camelo, a importância da ação se dá pelo fato da criança hospitalizada poder brincar em um momento doloroso. “O brincar, mais que um direito, é o que caracteriza a criança, se ela não brinca ela não é uma criança. Os brinquedos doados conferem dignidade à elas dentro do ambiente hospitalar, que é tão frio e difícil. Então, quando os pais e as crianças doam o que não se usa mais, o brinquedo passa a representar às crianças internadas a dignidade e o acolhimento”, comenta. Já a coordenadora das brinquedotecas, Lucila Bertolini, diz que “os brinquedos doados ajudam a manter o estoque de nossas brinquedotecas e o resultado dessa campanha garante o abastecimento ao longo do ano”.

Foram sete empresas parceiras na arrecadação de brinquedos: Rhodia, Castelinho, Serasa, Dimep, Café  Container,  Sociedade Hípica de Campinas e CAP – Centro de Atividades Podológicas. Já as escolas, foram um total de 19, são elas: Comunitária, Montessori, Curumim, 14bis, Asther, Brasinha, Laporte, Júlio Chevalier, Paraiso, Traço Mágico, Contemporânea, Laporte, Rio Branco, Imaculada, Photon, São José Salisiana, Renovatus, Dom Barreto e Colégio CEAS – Centro Educacional Alegria de Saber.

Festival da Solidariedade – Uma das empresas que ajudou a ONG nesta etapa de arrecadação foi a Sociedade Hípica de Campinas. Durante o Festival da Solidariedade organizado pelo Departamento de Dança do clube, foram doados muitos brinquedos e roupas. “A Nina é uma grande amiga que trabalha na Hípica, e ela conseguiu nos encaixar no Festival e nos ajudou muito!”, elucida Marlene Nascimento, coordenadora do bazar.

O Festival da Solidariedade surgiu como uma proposta de engajar crianças e adolescentes em ações solidárias. “Em um mundo onde os jovens se isolam atrás de seus smartphones, foi uma maneira de dizer para abrirem os olhos e ver o mundo real ao redor, e sobretudo saber a importância de suas ações na sociedade. Infelizmente tivemos a perda de uma aluna muito querida que lutava contra um câncer. Ver a disposição dela em dançar em meio aos tratamentos de quimioterapia foi uma prova de que a felicidade é capaz de coisas incríveis e assim dedicamos o Festival à ela”, se emociona Ana Carolina Guth, a Nina, que é supervisora de Dança da Hípica e professora de ballet clássico e contemporâneo.

Ela explica que os alunos estavam sem vontade, foi quando surgiu o desejo de fazer algo novo. “Estávamos com avaliações marcadas, alunos sem ânimo, e decidimos parar tudo e fazer algo novo e que fizessem todos se orgulharem. Em uma conversa com Bruno, do departamento de eventos da Hospitalhaços, surgiu a motivação de fazer algo para o próximo, o formato do Festival”, revela ela que ainda comenta como foi o evento: “Foram duas apresentações: uma com as crianças e outra com jovens e adultos. Bruno sugeriu que os palhaços viessem participar e as ideias foram se somando, como uma grande corrente onde as pessoas vão se dando as mãos conforme são tocadas pela emoção.  E isso aconteceu em diversos momentos: dos palhaços dançando com as crianças em cima do palco, às ações de crianças que faziam filmes para as famílias para divulgar o ato solidário.  Lindo de se ver! Também tivemos uma brincadeira entre alunos e professores. Eram três times com as cores da Hípica que teriam como meta conseguir mais doações. Enfim, o Festival conseguiu seu objetivo de saltar os olhos das telas e sentir a força e a alegria da compaixão. Em torno da ação, se formou uma corrente positiva de solidariedade”, comenta Nina. “Fomos em cinco voluntários e nossa função foi brincar com as crianças. Agradecemos também no início a todos que nos ajudaram e estavam ali presentes, cerca de 150 pessoas”, diz Camila Evaristo voluntária da associação Hospitalhaços.

E o resultado disso? Foi muito positivo! Segundo a supervisora, os alunos arrecadaram 630 litros de leite e 93 pacotes de fraldas geriátricas para o Lar dos Velhinhos e três caminhonetes lotadas de roupas e brinquedos para a ONG Hospitalhaços. “As doações que vieram para nós eram muito encantadoras. Tudo foi doado com muito carinho, dava para perceber ao fazer a triagem”, declara Marlene.

 

 

 

 

 

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